terça-feira, 6 de setembro de 2016

Dos bichos escrotos...

Dilma, a guerreira! Hoje, no Senado, ela fez os senadores golpistas voltarem à estatura original: do tamanho dos roedores. Só pra fechar o assunto: não houve crime de responsabilidade. Até o bueiro da minha rua sabe disso. E os ratos que nele habitam também.

Dilma também não está envolvida em corrupção. Até os postes de iluminação do meu pedaço sabem disso. E os urubus que neles descansam também. Pois ratos e urubus, que não têm voto para ganhar eleições, uniram-se para tomar o poder e evitar a dedetização de bueiros e luminárias.

Questão de sobrevivência daqueles que vivem em meio ao lixo e esgoto, que vai nos custar a democracia.

Se você ainda acha que tem motivos para comemorar o provável impedimento dela, comemore logo, pois, se demorar muito, não conseguirá comprar nem Sidra Cereser.

Os ratos, urubus e demais parasitas que podem assumir o comando do País por meio de um golpe já traçaram os planos para o futuro: fim da CLT, aposentadoria aos 70 anos, entrega do pré-sal, congelamento dos investimentos em saúde e educação por 20 anos e redução drástica dos programas sociais, que impactará toda a sociedade.


Não estou mentindo. Está em todos os jornais. Até os vermes que habitam os intestinos das aves de rapina sabem como atua o PSDB e essa turma neoliberal. Por falar nesses vermes: eles vão ocupar quais ministérios, mesmo?


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

20 momentos do jornalismo "sóbrio" nos jogos olímpicos

Momento 1: Na abertura, Galvão Bueno anuncia as vaias para o interino golpista. Vaias e alguns aplausos. Não, pera. Vaias e aplausos. Se Temer falasse um pouquinho mais, Galvão chegaria a poucas vaias e muitos aplausos.

Momento 2: Ana Paula Padrão, na TV Record, cisma com a Coreia do Norte.  Como não viu a delegação norte-coreana desfilar antes da Coreia do Sul, por ordem alfabética, deduziu que os seus atletas ficaram presos no hotel sendo açoitados pelos maquiavélicos comunistas. Só que não. A República Popular da Coreia, nome oficial, entrou quase no fim, na sequência de países com a letra R.

Momento 3: repórter do SporTV entrevista Daniele Hypolito após disputa por equipes e começa a entrevista falando da queda na ginástica de solo. Mas a ginasta reage: “Em vez de ressaltarem as coisas boas, vocês falam logo da queda...por que não fala da trave onde tive bom desempenho?"

Momento 4: o ex-judoca Flávio Canto, apresentador do programa Balada Olímpica, chora, ao vivo e em cores, ao comentar a conquista do ouro pela judoca Rafaela Silva.

Momento 5: Comentarista da BBC manda Galvão Bueno calar a boca, pois está atrapalhando a largada da natação. Mas Galvão não para. E berra no instante em que Michael Phelps ganha mais um ouro. Ainda bem que o nadador americano não tem a letra R no nome...

Momento 6: terminada a prova dos 50 metros, repórter do SporTV pergunta ao nadador brasileiro Bruno Fratus se está chateado com o resultado. "Não, Tô felizaço. Fiquei em sexto, né?"

Momento 7: Diego Hypolito leva medalha de prata e Glenda Koslowski berra, desafina e...chora! Ganhou o prêmio Galvão Bueno de histrionismo na categoria individual.

Momento 8: Numa mesa redonda do SporTV, surge um intenso debate a respeito do comentário negativo do New York Times, que classificou o biscoito de polvilho Globo, famoso no Rio de Janeiro, como "sem gosto". Os jornalistas, indignados, rebatem, falando mal do donuts,"aquela bomba calórica!" Afinal, quem é o New York Times na fila do pão ou do biscoito?

Momento 9: Usain Bolt vence os 100 metros rasos. E começa a tietagem da Globo, como se não existissem outros competidores. Só alguns minutos depois  ficamos sabendo quem ficou em segundo e e terceiro. Em seguida, um repórter entrevista Bolt e pergunta em inglês: estava motivado hoje? Resposta: eu sempre estou motivado...

Momento 10: a dupla Alysson/Schmidt vence e avança para os semifinais. Locutor animado do SporTV entrevista papai de Schmidt (dei conselhos a ele). Logo depois entrevista Tadeu Schmidt, tio famoso do atleta, que não se controla e...chora!

Momento 11: logo após a vitória do saltador Thiago Braz, o narrador Milton Leite solta um PQP, provavelmente direcionado a alguém da equipe do SporTV: "tô falando, puta que pariu". Que fase, hein?

Momento 12: mico internacional. Técnico do saltador francês  fala que o Brasil é um País estranho, pois Thiago Braz conseguiu juntar forças para superar seu adversário, mas o jornal Le Monde inventou que Thiago se valeu de forças místicas para vencer, fazendo menção ao candomblé.

Momento 13: o jornalista Marcos Uchoa, da Globo, entrevista o saltador francês Lavillenie e, em nome dos brasileiros, pede desculpas pelas vaias (merecidas) da torcida.

Momento 14: o apresentador William Waack sempre foi adepto da carreira solo no Jornal da Globo. Pergunte para Christiane Pelajo. Mas, durante a Olimpíada, ele teve a companhia de outra Christiane, que não aguentou o mau-humor e respondeu à altura as provocações do medalhão. Bem, talvez ele tenha problema apenas com quem se chama Christiane...

Momento 15: Galvão Bueno ao vivo é certeza de mico. No estúdio da Vila Olímpica, após outra vitória de Usain Bolt, o humorista Marcelo Adnet canta o hino da Jamaica; Galvão quer porque quer que todos fiquem em pé, em sinal de respeito. Mas esquece que, entre os convidados, há o cadeirante Fernando Fernandes, atleta paraolímpico, e Torben Grael, que perdeu uma perna num acidente de barco.

Momento 16: "Vamos falar com nosso campeão olímpico, também, meu querido amigo Tande, que jogava pouco, mas na praia não foi lá essas coisas, não". Adivinhe quem é o autor da frase. Suas iniciais: GB. Tande respondeu imediatamente: "Fui campeão mundial e você não lembra disso". Em 2001, ao lado de Emanuel, Tande recebeu medalha de ouro...

Momento 17: Na final do vôlei masculino, no primeiro set, a Rede Globo transmitiu a imagem de uma mulher segurando um cartaz contra Temer por alguns segundos. Sem perder tempo, o narrador Luiz Roberto se apressou em dizer que a exibição das imagens não era culpa da Globo, mas sim da empresa que fazia a transmissão oficial.

Momento 18: diz a lenda das arquibancadas que gritar gol antes da hora dá azar. Pelo jeito, gritar "ouro" antes da hora também. Cleber Machado que o diga. Escalado para narrar a prova de canoagem de mil metros, ele se empolgou e confundiu a marca de 250 metros com o final da prova. E narrou a vitória de Isaquias Queiroz antes de terminar a prova. Resultado: o canoísta chegou em segundo fico com a prata.

Momento 19: Operação "Sai Assobiando e Faz de Conta que Não existiu". As manifestações contra Temer estiveram presentes em várias competições. Não houve local de prova que não tivesse espectadores empunhando cartazes e gritando "Fora Temer". Mas o fato só foi lembrado na imprensa como algo desagradável e negativo, nas palavras de José Roberto Guimarães, técnico do vôlei feminino. Pena que ele não viu as manifestações na final do vôlei masculino e até no encerramento, pois, desclassificado nas quartas de final, voltou pra casa mais cedo. Se viu, foi pela TV.

Momento 20: ao longo dos jogos, a mídia pôs em prática a Operação "Passa uma Borracha na História", ao omitir a participação de Lula na conquista da Olimpíada para o Brasil, o empenho de Dilma na realização do evento e o investimento dos governos petistas no esporte de alto rendimento por meio de programas especiais.


terça-feira, 15 de março de 2016

Só falta gemer...

Aparentemente, a Operação Triplo X recebeu este nome em alusão a um tríplex no Guarujá que supostamente pertence ou pertenceu a Lula. Mas o triplo x (xxx) é também usado para classificar os filmes pornográficos no grau máximo de censura (calma, não vá ao google...).

Acho que o último significado é o que melhor se encaixa nesta fase da Operação Lava Jato. Ou em todas as fases. O que Moro, PF e promotores públicos estão fazendo com a democracia e o estado de direito é pura pornografia, bem explícita. Primeiro, coloque-os de joelhos...e o resto você já sabe.


 E assim, no dia em que a oposição vencer a eleição por absoluta falta de candidatos da situação, todos citados na Lava Jato por qualquer motivo (visitar sítios em Atibaia, por exemplo), a nossa petrolífera finalmente mudará de nome, como FHC um dia quis fazer. Talvez Petrobraxxx fique bem de acordo...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Fim do baile para Ettore Scola.
Fade out.
Aplausos...de pé, de pé...
Foi grande!
Um dos maiores diretores de cinema.
Ou o próprio cinema.


Cena do filme "O Baile", dirigido por Ettore Scola

"O problema é a fotografia na parede, sabe?"


“Às vezes eu olho essas fotografias na parede e penso assim: será que sou eu mesmo? Às vezes eu penso que foi com outra pessoa que aconteceu tudo isso...”
O trecho acima faz parte do comentário emocionado do personagem Naldinho, do Corinthians, interpretado por Flávio Migliaccio nos quatro minutos finais do filme “Boleiros: Era uma Vez o Futebol”, de 1998, dirigido por Ugo Giorgetti.
Na verdade, um personagem não tão fictício assim. Ele expõe praticamente o mesmo sentimento de quem para de fazer o que mais gosta, de quem já foi ovacionado por milhares de pessoas, de quem vê o poder escorrer pelas mãos ou de quem começa a perder aquela sensação de imortalidade que a juventude nos proporciona.
Talvez a atual geração de jogadores de futebol sinta-se imune às coisas do coração, livre do amor à camisa que veste, do orgulho de representar a sua pátria em importantes competições. Talvez, talvez.
Mas não acredito que, na idade avançada, os atuais craques resistam aos arquivos digitalizados dos jornais da sua época, que os transformaram por alguns anos numa espécie de semideuses; ou aos vídeos dos seus gols mais bonitos, tão necessários para transações no mercado externo; ou à coleção de imagens em alta resolução captadas pelas melhores lentes do mundo.
Em qualquer época, com qualquer tecnologia, em diversas profissões, o problema será sempre a fotografia na parede.