Imprensar: verbo transitivo direto. Apertar. Dar uma "prensa". Eu imprenso, tu imprensas, ele imprensa.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Pesquisa Datafolha aponta Lula como melhor presidente da história (mas esconde a notícia)
No meio de
um texto cujo título tenta relacionar Dilma ao escândalo da Petrobras,
encontrei a seguinte informação:
"
Mais da metade dos brasileiros (56%) cita espontaneamente Lula quando
questionada sobre qual o melhor presidente que o Brasil já teve. O nome de
Fernando Henrique Cardoso vem a seguir, com 13%, e depois aparecem, no mesmo
patamar, Getúlio Vargas (6%), Dilma (5%) e Juscelino Kubitschek (3%). Também
foram mencionados José Sarney (2%), Itamar Franco (1%), Fernando Collor (1%) e
João Baptista Figueiredo (1%), além de outros que não atingiram 1%. Uma fatia
de 8% não soube opinar.
O
ex-presidente Lula lidera a lista de melhor presidente em todos os segmentos,
com índices mais altos entre os mais jovens (64%), entre os mais pobres (61%),
nas regiões Norte (62%) e Nordeste (68%), e com índices mais baixos entre os
mais velhos (46%, em segmento no qual se destaca Getúlio Vargas, com 14%), na
fatia dos mais escolarizados (41%, ante 25% de Fernando Henrique) e entre os
mais ricos (36%, em patamar próximo ao de Fernando Henrique, citado por
32%)."
E bem no
finalzinho do texto, outra informação escondida: "para metade dos
brasileiros (49%), foi no governo de Dilma Rousseff que a corrupção foi mais
investigada."
A mesma
pesquisa apontou que o PT tem a preferência de 22% dos entrevistados. Esse dado
foi mais difícil de achar nos textos da Folha. Mas está aqui:
http://www.pt.org.br/datafolha-lula-e-considerado-o-melhor-presidente-da-historia-do-brasil/?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
A grande imprensa não tem jeito. E tome manipulação...
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| O Estadão já passou da fase de agir como um partido político. Agora virou torcida organizada. (Só para lembrar: o "Mais alguns" é o partido que governa SP há 20 anos, ok?) |
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Bem, a chamada da Folha é um avanço em relação ao Estadão.
"Oposição" é bem melhor que "mais alguns"...
|
domingo, 9 de novembro de 2014
Não para, não para, não para...
Há cem anos,
o time dos carroceiros, maloqueiros, operários explorados e gente que se virava
na vida conquistava o seu primeiro título, após a vitória por 4 a 0 diante do time do Campos Elíseos.
Foi uma
campanha gloriosa: dez jogos, dez vitórias. Neco, o primeiro grande ídolo,
aquele que ameaçava bater de cinta em juiz que roubava, tornou-se o artilheiro
da competição, com 12 gols.
Mais que uma
simples taça, foi a consagração do pensamento igualitário de um grupo que,
quatro anos antes, decidira meter o pé-rapado na porta da elite que dominava o
futebol da época, ajudando a popularizar o chamado esporte bretão, dentro e
fora do campo.
"Esse é
o clube do povo e é o povo que fará esse time", disse o presidente do
Corinthians Paulista, Alexandre Magnani, ao repórter do canal ESPN; numa das
partidas, o time entrou em campo com uma inscrição na camiseta anunciando a
"democracia corinthiana"; na jogo final, aconteceu o maior
deslocamento humano em tempo de paz, que invadiu o Rio de Janeiro e lotou o
Maracanã; outra massa humana tomou conta do aeroporto de Cumbica na despedida
do time em viagem para o Japão; um carnaval fora de época tomou as ruas de São
Paulo após 23 anos de jejum; outro carnaval fora de época tomou as ruas de
Tóquio para comemorar o bi mundial; um visionário, em pleno campo da Ponte
Grande, disse para quem quisesse ouvir: ainda teremos mármore em nosso
estádio...
(E, ao fundo,
diante de tantas imagens misturadas, das mais variadas épocas, a torcida
cantava: não para, não para, não para...)
Preguiça
Até Geraldo
Alckmin já desceu do palanque e foi tratar da vida de governador, que não anda
muito fácil por causa da falta de água. Em entrevista aos jornais paulistas,
ele condenou os pedidos de intervenção militar e defendeu a democracia e a
reforma política. Bem mais humilde que o normal, pediu ajuda ao governo federal
para resolver o problema da seca.
Para ser bem
sincero, esse mimimi pós-eleitoral está me dando uma preguiça danada. A
oposição quer o impeachment da presidenta com base apenas no que a Veja disse
que o MP disse que o doleiro disse, sem apresentar provas concretas. Pede a
recontagem de votos (ops, auditoria...) e apresenta farta documentação: cópias
e cópias dos memes falsos que circulam pelo facebook e whatsapp.
Convenhamos:
ser liderado por Lobão, Bolsonaro e Danilo Gentili não é para qualquer ser
humano, hahaha.
Acho que,
diante do quadro patético, Alckmin sentiu muita vergonha deste novo modo tucano
de agir e desembarcou da pantomima. Ou então, bateu uma preguiça bem semelhante
à que eu sinto no momento.
Portanto,
tucanos do bem, fica a dica para não pagar tanto mico: sigam o mestre de vocês.
Imitem o picolé de chuchu e desçam desse palanque que mais parece circo dos
horrores; armem-se apenas com suas forquilhas e ajudem a procurar água, com a
força da radiestesia.
A luta
continua, é claro. Mais à frente poderemos ter plebiscitos sobre reforma
política e regulamentação da mídia e cada parte levantará suas bandeiras em
defesa desta ou daquela posição. Sim, o doleiro e o ex-diretor de Petrobrás
podem apresentar as provas do envolvimento de fulanos, beltranos, sicranos e
outros "anos". Até tucanos.
Mas acredito
que o momento está mais para enfeitar as respectivas árvores de natal do que
denunciar a infiltração comunista no País por meio daquele agente da KGB que se
veste de vermelho e invade as casas pelas chaminés: Santa Klaus, vulgo Papai
Noel.
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